Alterações fisiológicas após o parto

Agora que o seu bebé nasceu, o seu corpo ainda não voltou ao que era e observam-se muitas alterações fisiológicas nesta fase. As mulheres passam para segundo plano pois estão centradas em cuidar do seu bebé. No entanto, é importante ficar a conhecê-las para não ser apanhada desprevenida e saber como lidar com elas de forma calma e sem ansiedades.

Após o parto, e com a saída da placenta, ocorre um declínio acentuado de algumas hormonas (estrogénio e progesterona). Consequentemente há alterações em diversos sistemas do corpo (reprodutivo, cardio respiratório, gastro intestinal, endócrino, musculo esquelético,…). Não se assuste pois é o seu corpo a regressar ao normal.

Por esta altura, a produção de ocitocina e de prolactina aumenta exponencialmente. A ocitocina vai facilitar a involução uterina, o processo de vinculação entre a mãe e o bebé e a saída do leite. Já a prolactina será fundamental para a produção de leite. Estas 2 hormonas são importantíssimas durante a amamentação. Ao 4º ou 5º dia dá-se a “subida do leite” (antes colostro) e é natural que as suas mamas fiquem inchadas e avermelhadas. Quanto maior for a produção de ocitocina, mais fácil será a saída do leite.

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O aleitamento materno

A amamentação é um momento único e mágico e uma vez estabelecida, é fácil para a maioria das mães e bebés, tornando-se uma experiência aprazível. Porém, nos primeiros dias, mãe e bebé precisam ambos de aprender como o fazer. Lembre-se que as pequenas dificuldades podem ser ultrapassadas com algumas estratégias.

O seu leite é perfeito para o seu bebé e adapta-se às suas necessidades, estando em constante mutação. A maioria dos bebés não precisa de mais nenhum alimento ou bebida até cerca dos 6 meses de vida.

O aleitamento materno tem inúmeras vantagens para o seu bebé:

o   previne infeções gastrointestinais, respiratórias e urinárias;

o    tem um efeito protetor sobre as alergias;

o   permite uma melhor adaptação a outros alimentos;

o   diminui a prevalência da diabetes, obesidade e doenças cardíacas.

Mas a amamentação é também benéfica para a mãe, tendo como vantagens:

o   facilitar a involução uterina mais precoce;

o   associar-se a uma menor probabilidade de ter cancro da mama;

o   ser um meio de alimentação mais barato e seguro;

o   ajudar na perda de peso.

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